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Inaugurada arte urbana Acolhida (26m x 8m) na estação ferroviária da Maria-Fumaça, na Mooca

  • 24 de abr.
  • 3 min de leitura

Obra do italiano Edoardo Ettorre, integra as comemorações dos 30 anos do Arsenal da Esperança, maior centro de acolhida de SP. Intervenção pode ser vista por 400 mil passageiros/dia da Linha 10 Turquesa da CPTM e pelos moradores da Zona Leste


Inaugurada arte urbana Acolhida (26m x 8m) na estação ferroviária da Maria-Fumaça, na Mooca
Cidade de SP ganhou a arte urbana Acolhida à beira dos trilhos da CPTM(Crédito José Luiz Altieri)

Mais do que uma intervenção artística, a arte urbana Acolhida é uma mensagem de solidariedade. Inaugurada na última terça-feira, 21, na plataforma da estação ferroviária da Maria-Fumaça, na Mooca, a arte de 26m de largura X 8m de altura é assinada pelo artista italiano Edoardo Ettorre e integra as comemorações dos 30 anos do Arsenal da Esperança.


“‘Acolhida’ é um convite para que milhares de pessoas conheçam o Arsenal da Esperança e se somem a esse trabalho de apoio a pessoas em situação de vulnerabilidade”, afirmou o padre italiano Simone Bernardi, diretor da instituição, durante a cerimônia de inauguração.


Inaugurada arte urbana Acolhida (26m x 8m) na estação ferroviária da Maria-Fumaça, na Mooca
Edoardo Ettorre levou 7 dias para produzir a obra(Crédito José Luiz Altieri)

Instalada em um muro localizado na plataforma da estação ferroviária, atrás do Arsenal, a obra pode ser vista a partir do Museu da Imigração e deve impactar cerca de 400 mil passageiros por dia que utilizam a Linha 10–Turquesa da CPTM, no trecho entre as estações Brás e Juventus–Mooca (segundo dados do Estadão Mobilidade, 2025), além de moradores da região. A obra pode ser apreciada em um plano melhor pela rua Palmorino Mônaco, altura do número 834.


Durante a cerimônia, Ettorre destacou a experiência de imersão no cotidiano da instituição: “Foi uma vivência inesquecível acompanhar o dia a dia do Arsenal da Esperança. Sou muito grato aos acolhidos que participaram como voluntários e contribuíram para a realização deste trabalho. Espero que todos se conectem com a obra, feita com muito envolvimento.” O artista produziu a pintura em sete dias, com a ajuda de seis acolhidos e ficou hospedado nesse período na instituição.


Inaugurada arte urbana Acolhida (26m x 8m) na estação ferroviária da Maria-Fumaça, na Mooca
Autoridades e convidados durante o descerramento da placa comemorativa (Crédito José Luiz Altieri)

A curadora Giulia Lavinia Lupo, da She Wolf by Giulia, define ‘Acolhida’ como um gesto simbólico de empatia e responsabilidade coletiva. “Esperamos que todos que a vejam sintam-se convidados a estender a mão a quem precisa. Esse projeto nasceu de uma conversa iniciada em 2023 com padre Simone, amadureceu em 2025 e só se tornou possível graças a uma união de esforços”, afirma. “Tudo o que fizermos pelo Arsenal ainda será pouco diante da grandeza do trabalho realizado aqui.”

Reconhecido como o maior centro de acolhida da cidade de São Paulo, o Arsenal da Esperança atende diariamente cerca de 1.200 homens em situação de vulnerabilidade social. A instituição desenvolve ações educativas, culturais e de capacitação profissional voltadas à geração de renda e à reconstrução de trajetórias, promovendo dignidade e novas oportunidades de vida. Ao longo de sua história, já acolheu cerca de 80 mil homens e recebeu diversos reconhecimentos, entre eles a Salva de Prata, maior honraria da Câmara Municipal de São Paulo (concedida 4.12.2024).

“Este ano celebramos os inúmeros gestos de acolhimento e as oportunidades geradas ao longo de três décadas, que impactaram diretamente milhares de vidas”, ressalta o padre Simone Bernardi. “Quem conhece o Arsenal costuma se surpreender com sua dimensão e com tudo o que é oferecido aqui.”


Para Lillo Guarneri, diretor do Instituto Italiano de Cultura de São Paulo, parceiro na realização da obra, a intervenção amplia a visibilidade da instituição: “Essa obra contribui para que o Arsenal da Esperança seja ainda mais conhecido. Há também uma forte carga simbólica no local, já que o mural está no mesmo muro por onde muitos imigrantes chegavam à cidade de trem.”

Estiveram presentes na cerimônia também a vice-cônsul da Itália em São Paulo Marianna Haddad; a diretora do Museu da Imigração Alessandra Almeida; o deputado da República Italiana Paulo Fiorilo e o deputado estadual Paulo Fiorilo.


O descerramento da placa comemorativa do mural aconteceu no Salão Vida Fraterna e depois convidados e o público que se inscreveu para a cerimônia, foram conduzidos até a plataforma para conhecer o mural gigante e fazer fotos, inclusive com o artista Ettorre com sua obra. O evento foi encerrado com alguns convidados que puderam andar de Maria-Fumaça e conhecer a Estação Ferroviária que fez parte da história da imigração.

 

SERVIÇOS

Arte ‘Acolhida’Arte urbana “Acolhida” – Artista Edoardo Ettorre - Website / InstagramCuradoria Giulia Lavinia Lupo - InstagramGiulia / InstagramSheWolf / Website / Linkedin

Realização:Arsenal da Esperança (Rua Dr. Almeida Lima, 900, Mooca) - Facebook / Instagram / YouTubeInstituto Italiano de Cultura de São Paulo Facebook  | Instagram YouTube


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