Juventus também é dos games: projeto que começou em 2018 reúne cerca de 100 atletas e equipes pelo Brasil
Juventus Gaming nasceu de uma equipe de Point Blank, conquistou títulos brasileiros, chegou ao pódio mundial e hoje reúne atletas, streamers e creators em diferentes estados

A história do Clube Atlético Juventus está profundamente ligada à Mooca e ao futebol. Mas há oito anos o tradicional nome grená também começou a ocupar espaço em outro universo competitivo: o dos games e esportes eletrônicos.
O Juventus Gaming nasceu em 2018, a partir de um projeto comandado por Bruno Foschini, que anteriormente mantinha uma equipe chamada Royal Game. Bruno conta que sempre trabalhou em frente ao Clube Juventus e que sua paixão pelo clube ajudou a aproximar os dois mundos.
Em 2018, ele procurou a direção do Juventus e apresentou a equipe de Point Blank que já possuía. A proposta foi bem recebida pelo clube e deu início a uma trajetória que rapidamente começou a apresentar resultados.
Logo no primeiro ano, a equipe disputou o CNB — Campeonato Nacional de Point Blank e conquistou o título brasileiro. A vitória garantiu uma vaga para um campeonato mundial que seria realizado em São Paulo, na Max Arena, então localizada na Rua da Mooca.
A competição reuniu cerca de dez equipes e marcou a primeira experiência internacional do time, que terminou na sétima colocação. Segundo Bruno, além da pressão natural de uma estreia em uma competição desse porte, os jogadores estavam nervosos. E houve um componente bem juventino naquela disputa: a torcida. Integrantes da Ju Jovem compareceram à competição, fizeram barulho e prepararam uma grande recepção para os atletas.
O apoio teve um significado especial porque boa parte dos jogadores não era de São Paulo. A equipe contava com atletas de Brasília, Rio de Janeiro e Minas Gerais, que foram trazidos à capital paulista para a preparação.
Dois títulos brasileiros em 2018
Depois da primeira experiência mundial, Bruno se reuniu com os jogadores e decidiu fazer algumas mudanças na formação da equipe. Alguns atletas foram substituídos e o time voltou às competições nacionais ainda naquele ano.
O próximo desafio foi o PBIC, outro campeonato brasileiro de Point Blank. E veio mais um título. A nova conquista garantiu à equipe uma vaga para outro Mundial, desta vez na Coreia do Sul.
Na Coreia do Sul, o resultado foi ainda mais expressivo: a equipe terminou o Campeonato Mundial de Point Blank na terceira colocação. Bruno relata que um dos desafios enfrentados pelos jogadores foi a adaptação ao fuso horário. Como as partidas aconteciam em horários diferentes daqueles aos quais estavam habituados, a mudança interferiu na rotina dos atletas durante a competição.
Ainda assim, a equipe voltou ao Brasil com um lugar no pódio mundial.
Mudanças no projeto e continuidade do Juventus Gaming
Depois do campeonato na Coreia do Sul, o cenário começou a mudar. Bruno relata que esse período coincidiu com uma mudança na presidência do Clube Atlético Juventus, entre 2018 e 2019. Com isso, ele também reduziu naquele momento seu envolvimento com a equipe de Point Blank.
O time acabou deixando o projeto e seguiu para outra organização. Segundo Bruno, aqueles jogadores se tornariam campeões mundiais no ano seguinte, na Turquia.
O encerramento daquele ciclo, entretanto, não significou o fim do projeto. Bruno continuou com o Juventus Gaming. E, ao longo dos anos seguintes, a iniciativa deixou de estar concentrada em uma única equipe para formar uma estrutura muito maior.
Cerca de 100 atletas e até dez equipes
Atualmente, segundo Bruno Foschini, o Juventus Gaming reúne cerca de 100 atletas. A estrutura possui aproximadamente oito a dez equipes, além de contar com psicólogos e profissionais envolvidos na organização.

Bruno divide a gestão do projeto com outros dois sócios, Débora e Gabriel, que moram em Americana e dão suporte à operação e à parte logística.
O Juventus Gaming também ultrapassou as fronteiras de São Paulo. Hoje, o projeto mantém streamers espalhados pelo Brasil. Bruno cita profissionais no Paraná, em Manaus, Curitiba e Rio de Janeiro.
Os streamers são jogadores que transmitem suas partidas pela internet enquanto conversam e interagem com o público.
A estrutura ainda conta com creators em São Paulo, que participam de eventos, além da presença do Juventus Gaming em diferentes campeonatos presenciais.
Mulheres e crianças também fazem parte do Juventus Gaming
A expansão também trouxe novos perfis para dentro do projeto. Segundo Bruno, atualmente o Juventus Gaming possui time feminino e equipes de crianças, além das demais formações competitivas.
O projeto também vem aumentando sua participação em eventos. Neste ano, por exemplo, o Juventus Gaming esteve com um estande em um evento realizado em Campinas. De acordo com Bruno, a participação ganhou repercussão e o Juventus Gaming chegou a ser mencionado pela Globo de Campinas.
Para ele, o crescimento mostra a força que o nome Juventus passou a conquistar também dentro do universo dos e-games.
Uma trajetória que começou em 2018 com uma equipe de Point Blank, conquistou dois títulos brasileiros naquele primeiro ano, disputou competições mundiais e chegou ao terceiro lugar em um Mundial na Coreia do Sul.
Oito anos depois, o projeto reúne cerca de uma centena de atletas e mantém uma rede formada por equipes, streamers, creators e profissionais em diferentes partes do país.
E o próximo capítulo dessa história já tem data marcada: 19 de setembro, quando o Juventus Gaming realizará um novo evento dedicado ao universo dos games. Mais isso fica para a próxima matéria... aguardem!























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