Fora das redes sociais, projetos ligados ao padre Júlio registram queda nas doações
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A ausência do padre Júlio Lancellotti das redes sociais passou a gerar impactos diretos na manutenção de projetos sociais voltados ao atendimento da população em situação de rua em São Paulo.

Foto: Divulgação
Segundo reportagem publicada pelo portal Racismo Ambiental, a interrupção da presença digital do sacerdote coincidiu com uma queda significativa no volume de doações, principal fonte de sustentação de diversas ações sociais.
Reconhecido por sua atuação constante junto a pessoas em extrema vulnerabilidade, padre Júlio construiu, ao longo dos anos, uma rede de apoio que depende fortemente da mobilização da sociedade civil. As redes sociais desempenhavam papel central nesse processo: era por meio delas que campanhas emergenciais eram divulgadas, necessidades imediatas vinham a público e apoiadores eram acionados em momentos críticos.
Parte expressiva dessas ações tem base operacional na Mooca, bairro da Zona Leste de São Paulo, onde funcionam estruturas ligadas ao trabalho social coordenado pelo sacerdote. A partir desse ponto, são organizadas iniciativas que atendem pessoas em situação de rua em diferentes regiões da cidade, o que reforça o impacto territorial direto da redução de recursos.
Com a saída das redes, voluntários e colaboradores relatam dificuldades para manter o mesmo nível de engajamento e arrecadação. A diminuição da visibilidade compromete a capacidade de resposta rápida dos projetos, especialmente em ações que dependem de doações espontâneas, como distribuição de alimentos, apoio emergencial e acolhimento de pessoas em situação de rua.
A reportagem destaca que muitos fiéis passaram a ter menos acesso às informações sobre campanhas e demandas urgentes, o que evidencia o grau de dependência que projetos do terceiro setor passaram a ter das plataformas digitais. No caso das ações ligadas ao padre Júlio, essa dependência se torna ainda mais sensível por se tratar de iniciativas que lidam diariamente com situações de extrema urgência social.
Diante desse cenário, grupos de apoiadores e fiéis defendem que a situação seja acompanhada por instâncias superiores da Igreja Católica. Há pedidos para que o Vaticano avalie formas institucionais de garantir a continuidade das ações sociais, independentemente da atuação do sacerdote nas redes sociais.
Mais do que um episódio isolado, o caso reacende um debate amplo sobre os desafios enfrentados por organizações do terceiro setor em um contexto cada vez mais digital. A concentração da comunicação e da arrecadação em plataformas privadas cria fragilidades estruturais, especialmente para projetos que atuam diretamente com populações vulneráveis.
No contexto da Mooca, onde parte dessas iniciativas tem sua base, a queda nas doações acende um alerta sobre a sustentabilidade de ações sociais que dependem da mobilização constante da sociedade. O episódio expõe não apenas a importância da presença digital, mas também a necessidade de estratégias mais amplas para garantir a continuidade de projetos sociais de longo prazo.
Fonte: portal Racismo Ambiental


























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