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Quando o rosto perde seus ângulos: o limite entre harmonização e excesso na estética facial

  • há 2 dias
  • 3 min de leitura

Nos últimos anos, a estética facial evoluiu de forma impressionante. Hoje, temos acesso a técnicas seguras, produtos modernos e protocolos capazes de melhorar contorno, qualidade de pele e sinais do envelhecimento de forma muito natural.

Por Nayla Lima, biomédica esteta especialista em harmonização facial


Quando o rosto perde seus ângulos: o limite entre harmonização e excesso na estética facial

Ainda assim, um fenômeno tem chamado cada vez mais a atenção de quem trabalha na área: rostos que passam a parecer mais arredondados, pesados e com perda de definição ao longo do tempo.

 

Como profissional, vejo diariamente que esse efeito raramente é resultado de um único procedimento. Na maioria das vezes, ele surge da soma de intervenções feitas sem um planejamento global da face, respeitando pouco a estrutura óssea, o envelhecimento natural e, principalmente, a identidade do paciente.

 

O principal fator associado ao rosto mais arredondado é o acúmulo de preenchedores. Quando o volume é adicionado de forma progressiva, sem critérios claros e sem reavaliações constantes, os ângulos naturais acabam sendo suavizados em excesso. A face perde contraste, sombras naturais e definição, assumindo um aspecto mais cheio do que harmônico.

 

Os bioestimuladores de colágeno também merecem atenção. Embora não sejam preenchedores clássicos, aplicações frequentes e sem intervalos adequados podem levar ao espessamento dos tecidos. Isso gera uma sensação de rosto mais pesado, especialmente em pacientes que já possuem uma face naturalmente mais volumosa. O bioestimulador deve ser usado para melhorar a qualidade da pele, e não como substituto de volume.

 

Já a toxina botulínica, o popular botox, não adiciona volume ao rosto. No entanto, quando aplicada de forma inadequada, pode alterar a dinâmica muscular e modificar a expressão facial. Essa mudança, ainda que sutil, pode influenciar a percepção do formato do rosto, mas dificilmente é a principal responsável pelo aspecto arredondado.

 

Outro ponto importante é saber diferenciar edema, retenção de líquido e aumento real de volume. O edema pós-procedimento é temporário e esperado. A retenção de líquido costuma variar conforme fatores hormonais, alimentação, consumo de álcool, sono e estresse. Já o aumento real de volume acontece quando há produto em excesso ou acúmulo ao longo do tempo, e tende a ser mais duradouro.

 

Com os anos, o impacto das intervenções repetidas se torna ainda mais evidente. O envelhecimento continua acontecendo, com reabsorção óssea, flacidez e redistribuição de gordura. Quando os procedimentos não acompanham essas mudanças de forma estratégica, o terço inferior do rosto pode ficar mais pesado, comprometendo o contorno da mandíbula e a definição facial.

 

A boa notícia é que, em muitos casos, é possível reverter ou suavizar esse quadro. Preenchedores à base de ácido hialurônico podem ser dissolvidos de maneira planejada. Além disso, pausas estratégicas, reavaliação facial completa e um foco maior em qualidade de pele, e não em volume, fazem parte de um processo consciente de correção.

 

Na minha prática, sempre reforço que o maior erro técnico é tratar áreas isoladas, repetir procedimentos automaticamente e não respeitar a individualidade do rosto. Harmonização facial não é sobre seguir tendências ou padronizar rostos. É sobre preservar identidade, respeitar limites e entender que, muitas vezes, fazer menos é o que garante um resultado mais bonito e duradouro.

 

O limite entre harmonização e exagero fica claro quando o procedimento começa a chamar mais atenção do que a própria pessoa. Sensação constante de rosto pesado, perda de definição, necessidade frequente de retoques e dificuldade de se reconhecer no espelho são sinais importantes de que é hora de pausar, reavaliar e ajustar o plano.

 

A estética consciente é aquela que entende o rosto como um conjunto, respeita o tempo do corpo e prioriza naturalidade. Preservar quem a pessoa é sempre será o melhor resultado.


Quando o rosto perde seus ângulos: o limite entre harmonização e excesso na estética facial











Nayla Lima é biomédica esteta, especialista em harmonização facial, e atua no Espaço Hi, um espaço de beleza, saúde e bem-estar localizado na Mooca, em São Paulo, que reúne diversos tratamentos estéticos com foco em cuidado individualizado, segurança e resultados naturais.


Serviço


Espaço Hi

Funcionamento: segunda a sábado, das 9h às 21h

Telefone: (11) 99113-3715

Instagram: @espacohimooca

Endereço: Av. Paes de Barros, 833, Parque da Mooca, São Paulo, SP

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