Juventus assina SAFE renova a esperança da Mooca por dias melhores.
- 15 de dez. de 2025
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Atualizado: 16 de dez. de 2025

O bairro da Mooca vive grande expectativa. Para quem cresceu ouvindo o eco da torcida na Rua Javari, para quem aprendeu a amar o futebol com canolli, tradição e pertencimento, a notícia soou como um sopro de esperança: o Clube Atlético Juventus assinou, finalmente, o acordo para criar sua Sociedade Anônima de Futebol.
(SAF). Depois de anos de desafios, limitações
financeiras e a angústia de ver o clube distante de suas glórias, a decisão – aprovada pela maioria dos sócios – reacende o sonho de recolocar o Moleque Travesso no lugar que sua história merece. A parceria foi firmada com a Contea Capital, com o apoio da Reag Capital Holding, grupo ligado ao empresário italiano Federico Pastorello. A essência grená e italiana que moldou o bairro parece, de alguma forma, encontrar respaldo nessa nova fase.
Um investimento que pode mudar o futuro.

O acordo prevê um investimento potencial de até R$ 480 milhões ao longo de 10 anos, condicionado ao desempenho esportivo. É um valor que pode transformar não apenas o time profissional, mas a infraestrutura e a ambição do clube.

Os presidentes Tadeu Deradeli e
Carlos Eduardo Gomes Pedroso receberam Federico Pastorello e Claudio Fiorito, representantes da REAG Holding na constituição da SAF, além de Eduardo Ferreira e Angelo Agarelli (Ao lado)
Entre os objetivos estabelecidos pela SAF estão:
• Reformar o Estádio da Rua Javari, transformando-o em uma arena moderna — sem perder de vista o desafio de preservar o espírito do “futebol raiz” que o estádio carrega.
• Retornar à elite do futebol paulista já em 2027, subir para a Série D nacional no mesmo ano e alcançar a Série A até 2035.
• Profissionalizar a gestão do futebol, mantendo o clube social preservado e independente da SAF.
A Mooca entre o orgulho e a saudade
Naturalmente, a novidade divide sentimentos. Há entusiasmo pelo investimento e pelo horizonte que se abre, mas também há preocupação. A Mooca é, acima de tudo, um bairro de tradição — e o Juventus não é um clube qualquer: é patrimônio afetivo, é identidade.
Alguns torcedores temem que as reformas da Javari comprometam o ambiente único que faz daquele estádio uma raridade no futebol moderno. O “caldeirão” onde a torcida canta de perto, onde o sol bate diferente no gramado, onde a nostalgia sempre foi um 12º jogador. Garantias, promessas e o que realmente importa Os investidores afirmam que querem manter vivo o vínculo com a comunidade mooquense e com a cultura italiana que moldou o clube. Dizem compreender que, no Juventus, o futebol não se resume a resultados — mas à relação visceral com o bairro. O tempo dirá até onde essas promessas resistirão aos desafios do futebol profissional. Mas hoje, acima de tudo, prevalece a esperança: a sensação de que, enfim, o Juventus pode reencontrar seu caminho. Para a Mooca, que tanto sonhou com dias melhores para o seu clube, a SAF é mais que um projeto financeiro. É a chance de reacender o orgulho grená, de ver o Moleque Travesso voltar a travessuras maiores e, quem sabe, de ouvir novamente a Javari pulsar como nos velhos tempos e templo do gol mais, bonito de Pelé, o Rei do Futebol Mundial.


























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